26 de janeiro de 2020, Boa tarde!
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Estudo belga mostra a eficácia da transferência de número limitado de pré-embriões.

A importante revista médica Human Reproduction, publicou na edição de fevereiro/14 um estudo belga referente ao impacto da legislação belga ,vigente desde 2003, nos resultados dos tratamentos de reprodução assistida.

A legislação belga prevê o reembolso do governo para tratamentos de reprodução assistida desde que atendam às normas referentes ao número de pré-embriões transferidos: Idade inferior a 36 anos: primero ciclo: 1 pré-embrião, segundo ciclo: até 2 pré-embriões caso sejam de baixa qualidade, terceiro ao sexto ciclo: 2 pré-embriões.

De 36-39 anos: Primeiro e segundo ciclo: 2 pré-embriões, do terceiro ao sexto ciclo: até 3 pré-embriões.

Os resultado mostraram que não houve interferência do número reduzido de pré-embriões transferidos na taxa de sucesso e de nascidos por grupo etário (dado mais importante). Além disso, houve uma redução significativa no número de gestação multipla (redução de 50%), principal complicação das transferências de multiplos pré-embriões e de grande impacto orçamentário.

Concluem que, apesar de paises que aindam adotam ou que não restrigem o número de pré-embriões em transferências descreverem taxas de gestação mais elevadas. Entretanto, o principal paramêtro de avaliação do sucesso de tratamento é a taxa de bebês em casa, que, independente do número de pré-embriões transferidos, não foi alterada!

Finalizam ressaltando que os dados do sistema belga são de grande importância para paises que não adotam essas políticas, principalmente no que diz respeito a qualidade dos serviços, segurança, regulação e no controle financeiro dos tratamento de reprodução assistidas.

OBS: Paises da Europa ja adotam medidas baseadas em evidências para a redução do número de transferidos como a Inglaterra, Belgica, Suécia, Italia entre outros. Nos EUA, motivado pelo grande número de gestações múltiplas e seu impacto financeiro e morbido dessas gestações, há uma tendência para a adoção do número de transferidos e taxa de fertilização como critério de qualidade dos serviços de reprodução Assistida.

Fonte: Hum. Reprod: 29(2); 267-275,2014