26 de janeiro de 2020, Boa tarde!
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Tipos de Tratamento

 

Indução da ovulação

 

Na indução da ovulação utiliza-se medicamento favorecem o crescimento de um ou mais folículos desde o inicio do ciclo menstrual o durante o desenvolvimento dos folículos.

São utilizados gonadotropinas oriundas da urina de mulheres menopausadas ou, mais recentemente, as recombinadas, por via intramuscular ou subcutânea.

Quando o tratamento acontece em mulheres com problemas de ovulação a dose deve ser ajustada e o controle do estímulo e dose são dependentes da resposta do ovário aos medicamentos. Em todos os casos o médico indica a dose e o controle adequados para cada ciclo. É fundamental o controle uItrassonográflco e hormonal que se produz no ovário. Isto permite ao médico determinar o grau da resposta ao tratamento.

Na maioria dos tratamentos. se associa o HCG para assegurar a maturação folicular o que permite a sua rotura e conseqüente expulsão do óvulo. O momento para a utilização do HCG e determinado através do controle uItrassonográfico e hormonal. Considera-se o momento adequado quando o folículo alcança o diâmetro médio de 17-20mm.

O HCG é um hormônio com uma função similar ao LH, que é o hormônio que a mulher segrega normalmente antes da rotura folicular, portanto,  sua utilização é segura e invariavelmente a maturação do óvulo e a rotura folicular acontecem.

 

Inseminação Artificial Conjugal

É a técnica de reprodução assistida mais simples.

É um procedimento que permite a educação do sêmen de forma artificial, no trato reprodutivo feminino.

 

Esta técnica está indicada nas seguintes situações:

 

A) Causas masculinas: alterações no número o na mortalidade dos espermatozóides.

B) Causas femininas: problemas no colo uterino, disfunção ovulatória onde se inclui a síndrome dos ovários policísticos que não foi resolvida com o coito programado, endometriose leve. etc.

C) Causas mistas: incapacidade para o coito, teste pós-coito desfavorável, fator imunológico.

D) Infertilidade sem causa aparente dc longa duração.

 

Para melhorar o potencial de fertilidade dos espermatozóides, se realiza uma série de procedimentos em laboratório chamados de CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA.

A capacitação espermática tem como objetivo eliminar o plasma seminal do ejaculado e selecionar os espermatozóides com potencial de fecundação. Os espermatozóides selecionados são concentrados em 0.3-0.5cc de meio de cultivo específico e introduzidos na cavidade uterina através do colo uterino, próximo à saída das trompas.

Por convenção, está estimado que o número de inseminações não deve ultrapassar 4-6, porque está comprovado que mais de 06 tentativas não há melhora da taxa de gravidez. O casal deve ser incluído em outra técnica mais complexa de tratamento.

A inseminação tem taxa de gestação em torno de 22%.

 

Inseminação artificial com doador.

 

Esta é indicada nas seguintes situações:

  • Ausência de espermatozóides.
  • Doenças hereditárias dependentes do homem na discordância do diagnóstico pré-implantatório.

 

Número de ciclos também não deve ultrapassar a 4-6.

 

Fertilização In Vitro

 

A Fertilização In Vitro (FIV), consiste na extração dos óvulos em um procedimento simples, sob sedação e em centro cirúrgico, guiado por ultrassonografia transvaginal e a fecundação dos mesmos em laboratório.

Na FIV, a estimulação ovariana tem como objetivo conseguir um maior número de óvulos que a inseminação artificial.

O controle do desenvolvimento dos folículos através da ultrassonografia permite calcular o momento que os óvulos estão preparados para a ovulação e 36 horas após a aplicação do HCG se realiza, em centro cirúrgico, a extração dos óvulos e do marido, simultaneamente, a amostra de sêmen é coletada. Os gametas masculino e feminino serão levados ao laboratório de embriologia para que sejam colocados em contato (inseminação).

Em algumas situações como a resposta pobre ou excessiva do ovário (hipenesimulação) podem culminar com o cancelamento do ciclo antes de acontecer a punção para a extração dos óvulos.

Em geral, 16-18 horas depois da retirada dos óvulos do ovário, se comprova a fertilização dos mesmos. O casal é informado do resultado, porque nem todos óvulos são fecundados corretamente.

Após as próximas 24 horas, se comprova se os óvulos fecundados se dividiram corretamente e a partir deste momento (dia 3) já é possível a transferência dos pré-embriões para o útero da paciente através de uma cânula especial passada através do colo uterino.

Atualmente, pode-se transferir os pré-embriões mais tardiamente na forma de blastiocisto o que permite o acompanhamento do desenvolvimento dos pré-embriões e da seleção natural. Esta técnica reduz a taxa de gestação múltipla e melhora a taxa de gestação, pois os pré-embriões que alcançam este estágio de desenvolvimento são os mais preparados, selecionados naturalmente.

O número de pré-embriões a transferir em cada procedimento deve ser adequado para manter a máxima probabilidade de gestação e minimizar o risco de gestação múltipla. Se, ao final, dispõe se de um número excessivos de embriões, estes devem ser congelados para serem utilizados em outro ciclo.

Em geral, a evidência clínica acumulada mostra que a transferência de menos de 02 embriões no terceiro dia de cultivo diminui a taxa de sucesso e em contrapartida, a transferência de mais de três não aumenta a taxa de

SUCESSO.

Exceção é feita aos pré-embriões transferidos na fase de blastocisto, onde a taxa de sucesso é maior, inclusive com o número reduzido de pré-embriões transferidos.

Na FIV há a necessidade da permanência da paciente 04 horas no hospital com o objetivo de recuperação da sedação utilizada para a extração dos óvulos.

 

Indicações para fertilização in vitro:

> Obstrução tubárica.

> Número insuficiente de espermatozóides no teste de capacitação para a realização da inseminação artificial.

> Falha no tratamento com a inseminação artificial.

> Endometriose moderada a grave.

> Infertilidade sem causa aparente de longa duração

 

A taxa de gestação na FIV oscila entre 25% e 35%, mas de forma idêntica a inseminação artificial. O diagnóstico e principalmente a idade da mulher interferem diretamente com a probabilidade de gestação.

Os melhores resultados são obtidos nos casos onde fator tubárico predomina e nos casos de infertilidade sem causa aparente como também no tratamento com inseminação artificial. Os piores resultados são decorrentes da má qualidade dos óvulos, principalmente quando relacionado a idade da paciente.

 

ICSI – Microinjeção intracitoplásmica de espermatozoides

 

É uma variedade da FIV onde a diferença básica está na forma da inseminação do óvulo. Consiste basicamente na injeção de um único espermatozóide dentro de cada óvulo mediante um aparelho acoplado ao microscópio, chamado de micromanipulador.

A indicação mais clara é nos casos de infertilidade com fator masculino severo mas também pode ser empregada nos casos onde haja uma falha de fertilização dos óvulos anterior, quando a qualidade dos óvulos é duvidosa (dificulta a penetração do espermatozóide) ou mesmo quando o número de óvulos extraídos é pequeno.

Com a ICSI, praticamente elimina-se o risco da falha de fecundação, entretanto, é uma técnica mais refinada e custosa.

É de grande valia nos casos onde há a ausência de espermatozóides no ejaculado (azoospermia). Em muitas ocasiões, há espermatozóides no testículo e, com eles, pode-se conseguir a gestação com a aspiração do epidídimo ou testículo seguida da ICSl.

Para este procedimento, o paciente não necessita hospitalização.

 

Diagnóstico Genético pré-implantório

É o diagnóstico das alterações genéticas e cromossômicas antes da transferência dos pré-embriões para o útero.

Sempre requer um tratamento com FIV ou ICSI para a disponibilização dos pré-embriões no laboratório.

Mediante a técnica de micromanipulação realiza-se uma biópsia em cada pré-embrião para que seja extraída uma célula de cada para o estudo do seu núcleo, enquanto os mesmos seguem seu desenvolvimento normal e inalterados no laboratório.

O estudo genético permite o diagnóstico das alterações cromossômicas e monogênicas antes de transferir-los ao útero.

Pacientes com doenças monogênicas com distrofia miotônicas, fibrose cística, hemofilia, etc, se beneficiam, como também as que tem histórico de alterações cromossômicas numéricas como síndrome de Down.