FIV - Convencional

 

O nascimento de Louise Brown em 1978 (Steptoe & Edwards, 1978), a primeira criança concebida após fertilização in vitro e transferência de embrião, marcou o início de uma era de grande progresso no entendimento e tratamento dos problemas relacionados à fertilidade humana.
Originalmente a fertilização in vitro seguida de transferência de embriões (FIV-TE) foi proposta para o tratamento dos casos de infertilidade tubária, ou seja, para aquelas pacientes em que as trompas estavam ausentes ou irreparavelmente obstruídas. O aprimoramento das técnicas de FIV ampliou as suas indicações e permitiu o seu uso para o tratamento da infertilidade de outras causas.

A FIV é uma técnica que consiste na colocação, em ambiente laboratorial  (in vitro), um número significativo de espermatozoides, 50 a 100 mil, ao redor de cada óvulo, por um período de 16 a 18 horas, tempo necessário para a penetração do espermatozoide. Após este tempo o pré-embrião será cultivado ainda em incubadora, que oferece um ambiente similar ao natural, ate o período de transferência para o útero. O cultivo dos pré-embriões pode ser de 3 ou 5 dias, a escolha é feita com base no numero de oocitos fertilizados, na qualidade dos pré-embriões nas primeiras divisões celulares e na idade da paciente.


FASES DA FIV :

  1. Na primeira se estimula os ovários (indução de ovulação)
  2. Na segunda se recuperam os óvulos (Punção Folicular)
  3. Na terceira se realiza a inseminação in vitro dos óvulos com os espermatozóides em laboratório.
  4. Na quarta cultivamos os óvulos fecundados em condições próprias para o desenvolvimento, com objetivo de se obter pré-embriões com boa qualidade.
  5. E por fim, na quinta fase realizamos a transferência dos pré-embriões para o interior do útero da paciente.