Indução de Ovulação

 

Normalmente, a mulher produz um único óvulo mensalmente, diante disso um dos procedimentos rotineiros em clinica de fertilização é a indução ovariana por medicamentos.
Na indução da ovulação, utilizam-se medicamentos que favorecem o crescimento de um ou mais folículos desde o início do ciclo menstrual e durante o desenvolvimento dos folículos.

São utilizados gonadotropinas oriundas da urina de mulheres menopausadas ou, mais recentemente, as recombinadas, por via intramuscular ou subcutânea.
Quando o tratamento acontece em mulheres com problemas de ovulação a dose deve ser ajustada e o controle do estímulo e dose são dependentes da resposta do ovário aos medicamentos. Em todos os casos o médico indica a dose e o controle adequados para cada ciclo. É fundamental o controle uItrassonográfico e hormonal , isto permite ao médico determinar o grau da resposta ao tratamento.

Na maioria dos tratamentos, associa-se o hCG para assegurar a maturação folicular o que permite a sua rotura e consequente expulsão do óvulo. O momento para a utilização do hCG é determinado através do controle uItrassonográfico e hormonal. Considera-se o momento adequado quando o folículo alcança o diâmetro médio de 17-20mm.

O hCG é um hormônio com uma função similar ao LH, que é o hormônio que a mulher secreta normalmente antes da rotura folicular, portanto, sua utilização é segura e invariavelmente a maturação do óvulo e a futura folicular acontecem.

De 3 a 6% das mulheres que são submetidas à indução ovariana para tratamento de reprodução assistida são propicias a apresentar síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO). Ela ocorre quando os ovários têm uma resposta exagerada aos medicamentos indutores de ovulação, eles incham, podendo aumentar seu volume várias vezes, ocorrendo acumulo de líquido no abdômen, devido ao extravasamento do líquido intersticial, aqueles que ficam entre as células.

A SHO é um risco que pode acometer toda paciente de reprodução assistida. Mulheres com menos de 35 anos e as que apresentam Síndrome dos Ovários Policísticos, tem esse risco aumentado.

Uma das indicações para diminuir a chance desse risco é a ingestão rigorosa de água durante todo o período do tratamento.

Por muitos anos o conceito de números generosos de óvulos estava associado à quantidade de embriões e diretamente relacionado aos prognósticos de tratamentos de reprodução. Contudo a qualidade dos óvulos e os riscos sofridos pela paciente devido ao aumento da chance de hiperestimulo ovariano fizeram com que fosse criado um protocolo mais fisiológico denominado protocolo de estimulação ovariano MILD que tem como objetivo tornar um tratamento mais próximo ao natural possível, usando baixas doses de gonadotrofinas para obter taxas de sucesso similar ao estimulo convencional e com menos efeitos colaterais para paciente e fornecendo um numero de óvulos adequado para o tratamento sem interferir na chances da paciente.

Atualmente o estimo MILD (mínimo) é uma tendência mundial e que já faz parte dos protocolos de estimulação do Centro de Infertilidade desde 2008 sendo pioneiro no Brasil.